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O nome Real

Depois de um longo tempo (15 diaas!!) sem postar nada, já chego fazendo uma confissão. Andei longe esse período devido a alguns problemas – técnicos, vá lá – e ando com a cabeça oca, oca. Tão oca que acabei esquecendo o nome completo dessa moça aqui em baixo (imperdoável). Lembro que era Daiana – não esqueci tudo, talvez por causa sua xará, também muito entendida de elegância.

Foto: Luana Ribeiro

Tal qual a de lá, a nossa lady aqui também tem um estilo básico e clássico. Gosto bastante. Chamou minha atenção por pequenos detalhes que tornam a roupa interessante – cinto de lacinho, o relógio classicíssimo e brilhante e a pegada “alfaiataria” da calça cenoura (adoro a textura do tecido e os “punhos”).

Foto: Luana Ribeiro

Um ótimo look para trabalhar e ficar chique (encontrei Daiana saindo do Salvador Shopping, que fica na região do Iguatemi, cheio de escritórios, bancos).”Eu gosto de moda, mas gosto de um estilo confortável, básico”. Básica, é verdade. Mas o seu diferencial é um frescor: cabelos soltos, pouco (ou nada de maquiagem), uma certa alegria jovem. Quem fotografa street style, creio, está em busca disso. De uma coisa que transcende só a roupa. No caso dela, vi essa altivez com doçura, mistura difícil de achar. Porte e (pre)nome nobre, ela tem. Só falta saber seu nome real (coloca aí nos comentários, Daiana!)

ADENDO: Aí que dia desses eu vi um post muito engraçado da Garance Doré , em que ela ironiza essa coisa da moda de rua, dando dicas para quem quer figurar nos blogs da vida –  e ela saca da coisa, afinal ela mesmo fotografa e namora The boss Scott Schuman, o maior nome da fotografia street style. Vale a pena a leitura (tá em inglês, nada que são google não resolva).

Degradê

Foto: Luana Ribeiro

 – Venha cá! Diga a ela minha relação com a fotografia?

– Nenhuma!

Foi apelando para sua linda filha Gabriela (10), que Márcia Souza, de inacreditáveis 50 anos, tentou escapar das minhas lentes, lá no Salvador Shopping. Ainda bem, não adiantou nada!

– Vai mãe, finge que não tá acontecendo nada…!!

A discrição de Márcia transparece em seu visual básico – mas interessantíssimo. Gosto da gradação de tons escuros que começa com o cinza-claro da blusa (alegrada por grafismo amarelo), passando pelo grafite da saia e chegando às meias e tênis quase pretos.

Foto: Luana Ribeiro

 

O toque da echarpe – cinza-escura! – foi indicação de Gabriela, como ela mesma entrega: “eu que disse para ela trocar a blusa e colocar a echarpe”.

Foto: Luana Ribeiro

Apesar da elegância, Márcia nega que suas escolhas sejam influenciadas pela moda. O que mais a influencia são os termômetros: ela sente muito frio. Ao ar-condicionado da clínica – Márcia é médica gastroenterologista – e ao friozinho que aos poucos chega a Salvador, devemos agradecer por essa combinação inspirada de tênis e meias opacas (adoro meias opacas), echarpe e  tons invernais.

E a sua Gabriela, agradeço a força para convencer a mamãe a posar. Valeu Gabi!

Gabriela e Márcia, formando um lindo degradê. Foto: Luana Ribeiro

Souvenir

Foto: Luana Ribeiro

Por pouquíssimo, Saulo Maciel (23), em vez de estar aqui no Sotero Street Style estaria figurando no BH Moda de Rua (vale a visita). Isto porque este baiano de Bom Jesus da Lapa está morando em Belo Horizonte – e chegou recentemente do Canadá – mas, um empurrãozinho do destino o trouxe para uma passada em Salvador, para visitar a prima e  a tia, que estavam com ele quando o encontrei.

Falante e desembaraçado, Saulo sabe que chama a atenção. “Eu adoro usar saia”, afirma, de um jeito que deixa claro que não está nem aí para possíveis olhares tortos. E tortos ou diretos, eles foram muitos, enquanto descíamos a passarela do Salvador Shopping.  Ele também tira de letra a dificuldade de encontrar suas peças, encomendando os modelos que idealiza a uma costureira ou fuçando em brechós, atrás de uma saia que caiba em seu corpo.

Tanta novidade e criatividade não é à toa: ele é ilustrador e designer gráfico. “A gente chega na faculdade e encontra vários tipos de pessoa, designer de moda, designer de produto. Aí começa a ver as coisas: ‘isso eu gosto, isso eu também gosto’. Porque não usar, né?”, explica Saulo, em relação às referências que influenciam seu estilo.

Para completar, perguntei que inspirações ele trouxe na bagagem, na volta do Canadá, no que ele prontamente me respondeu que foi a coragem de usar looks diferentes sem se importar com a opinião alheia. “Se você usa uma roupa que você gosta com medo, as pessoas vão te zoar. Mas se você usa com segurança, elas podem olhar e até quem sabe se adaptar ao que estão vendo”. Eis aí uma lembrança de viagem duradoura. “Tudo é uma questão de postura”, finaliza, confiante.