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Nepotismo – Regra de três

Hoje teremos uma aula de matemática e assunto é regra de três – simples e composta! E antes que você pare de ler, será uma aula ilustrada, tá legal? Vamos lá!

Regra de três simples:

Considerando que:

Temos:

Foto: Luana Ribeiro
 
Deste modo, posso dizer que os looks de Alexandro Mota (21)Carol Andrade (21)  são proporcionais, concordam comigo? Só estão invertidos: suéter cinza claro e jeans azul escuro para ele e suéter cinza escuro e jeans azul claro para ela. Incrível coincidência, não?
 
Adorei essa complementação de meus queridos amigos, toda em tons neutros e clássicos. Não fica monótono, como vocês podem ver, mas tem um detalhe que faz toda a diferença. Aí entra a regra de três composta.
 
Composta de: camiseta básica + jeans + calçado estiloso. Veja o exemplo abaixo:
 
Foto: Luana Ribeiro

Enquanto o tênis de couro de Alê fecha o look “Oskar Metsavaht“, phyno, como dizem por aí, a espadrilha listrada de turquesa (uma graça!) traz tropicalismo ao visual Flash Dance de nossa amiga Ket. No caso dela, a dobradinha tropical+contemporâneo (olha a adição) se repete nos acessórios.

Foto: Luana Ribeiro

 A turquesa, que lembra o nosso céu anil, se desdobra na pedra grande do anel e na espadrilha. As linhas urbanas do relógio prateado reforçam a base do visual.

Foto: Luana Ribeiro

Copiou? Agora é só fazer a lição de casa!

Nepotismo – Tarsilla Alvarindo

Foto: Luana Ribeiro

Desde o início do curso acho Tarsila Alvarindo uma menina muito estilosa. Menina, sim, porque 27 anos – com esse corpinho de 15 – é ainda fevereiro na vida. De mulher, Tarsila tem a elegância e a responsabilidade de ser empreendedora. Mas escolhi hoje para mostrar o visual dela porque além de resumir bastante seu estilo, tem muitas características interessantes. Uma delas é as texturas que alegram o look escuro.

Vamos começar do começo (sic): do pé. A sapatilha dourada funciona como ponto de cor, e uma cor sofisticada e incomum, ressalte-se. A sofisticação, ela esclarece, aliás, não necessariamente tem a ver com dinheiro. “Eu tenho várias peças baratas, não uso só grife. É só ter olho”, arregala os olhos, fazendo metáfora sem querer.

Foto: Luana Ribeiro

A saia, meio godê, de bolinhas e com um laço arrematando a frente dá o toque “menininha”, quebrado pelo tom sóbrio. O casaco de corações brancos traz uma das coisas que eu mais adoro na moda de rua que é a mistura de estampas. Amarrado como echarpe, fecha-se uma combinação elegante.

Nota-se que Tarsila tem informação de moda, mas ela reitera: “nem tudo que é tendência eu gosto e uso”. Sua maior inspiração é o seu espírito no dia, que pode estar mais para o despojado, étnico ou classudo. Às vezes, por trabalhar com assessoria de comunicação, volta e meia precisa estar mais arrumada. “Meu namorado diz que eu devia ter alguns terninhos e eu respondo: alô-ô, terninho não existe”, ri, sabendo que se vira muito bem sem o famigerado look executivo: “consigo ficar arrumada e manter o meu estilo”.

Nepotismo – Junior Figueiroa

 

Foto: Luana Ribeiro

“Antenado”. É assim que Junior Figueiroa (17) define seu estilo. Isso não se aplica somente à moda, faço questão de ressaltar, afinal meu colega de trabalho é também ligadíssimo quando o assunto é profissional, que o diga nosso chefe.

Foto: Luana Ribeiro

Acho ele uma figuuura. Sempre sabe de tudo, tem opinião sobre tudo, e é muito querido por aqui. Daquelas pessoas que sempre chamam atenção no ambiente, e isso deve-se também ao visual, claro. Hoje, ele estava numa mistura total de cores (amarelo, vermelho, laranja, bege e azul) e de estilo (meio mauricinho, meio descolado). “Adoro camiseta de gola V”, ri ele, dizendo o item que é sua marca registrada. Faltaram os wayfarer coloridos , sempre presentes em seus looks e que são uma verdadeira febre em Salvador, vendendo às pencas nas óticas… e nos camelôs. “Procuro estar informado e me inspiro muito no que vejo na televisão”. Mas tudo que sua antena capta, o coração não necessariamente captura: “Eu gosto de ser diferente”, afirma.

Nepotismo – Ket Power

Foto: Luana Ribeiro

Te vejo na Vogue, Ket  😉

Essa moça está sempre elegante. Mas quando chegou hoje para aula, com esse vestidinho clássico e essa bolsa engraçada, chique e simples, não tive dúvida: tinha que fotográfa-la.

Olha a parte de baixo!
Foto: Luana Ribeiro

Carol Andrade, ou Ket, é minha amiga e tem esse blog aqui ó: Cabe na Bolsa.

Ela saca muito de moda, como vocês poderão ver no blog e na foto aí em cima. E é um exemplo de que esse espírito “fashionista” já chegou em Salvador, que muitos alardeiam como provinciana. Isso se comprova na moda de rua, com as pessoas “na tendência” e na quantidade de marcas que se instalaram na cidade nos últimos 3 anos como Zara, Farm, entre outras.

No entanto – e essa é uma das inspirações desse blog – os soteropolitanos tem uma maneira muito própria de se apropriar da correntes da moda que circulam por aí, por vários motivos: o clima, a condição social e a própria história daqui, que determinou a facilidade de aderir ou não a algo novo. De certa forma, acho que as lan houses, um fenômeno aqui em Salvador, ajudaram a incluir Salvador nos ciclos da moda. Com moderação, claro – aos poucos as pessoas estão ousando mais, “se montando” mais. Vamos ver os rumos dos acontecimentos.

 Por hoje se encerra o momento mimimi, rsrsrs

 

Nepotismo – National Kid

Foto: Luana Ribeiro

Inaugurando a seção “Nepotismo”, com pessoas que são minhas conhecidas (colegas, amigos, parentes) com quem encontro por aí, Cydo Silva, colega de jornalismo na Facom-UFBA, que tem um critério curioso para definir sua roupa do dia. “Eu me guio pelas cores que eu gosto: verde, azul…”. Hoje ele escolheu azul, verde e o grande destaque da meia amarela (as cores da nossa bandeira!), numa mistura improvável e interessantíssima, colorindo peças mais tradicionais. “Às vezes eu acho que vai ficar bizarro, mas depois penso que eu tenho que me sentir bem”. Justamente o que o Sotero Street Style busca: autenticidade.