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O nome Real

Depois de um longo tempo (15 diaas!!) sem postar nada, já chego fazendo uma confissão. Andei longe esse período devido a alguns problemas – técnicos, vá lá – e ando com a cabeça oca, oca. Tão oca que acabei esquecendo o nome completo dessa moça aqui em baixo (imperdoável). Lembro que era Daiana – não esqueci tudo, talvez por causa sua xará, também muito entendida de elegância.

Foto: Luana Ribeiro

Tal qual a de lá, a nossa lady aqui também tem um estilo básico e clássico. Gosto bastante. Chamou minha atenção por pequenos detalhes que tornam a roupa interessante – cinto de lacinho, o relógio classicíssimo e brilhante e a pegada “alfaiataria” da calça cenoura (adoro a textura do tecido e os “punhos”).

Foto: Luana Ribeiro

Um ótimo look para trabalhar e ficar chique (encontrei Daiana saindo do Salvador Shopping, que fica na região do Iguatemi, cheio de escritórios, bancos).”Eu gosto de moda, mas gosto de um estilo confortável, básico”. Básica, é verdade. Mas o seu diferencial é um frescor: cabelos soltos, pouco (ou nada de maquiagem), uma certa alegria jovem. Quem fotografa street style, creio, está em busca disso. De uma coisa que transcende só a roupa. No caso dela, vi essa altivez com doçura, mistura difícil de achar. Porte e (pre)nome nobre, ela tem. Só falta saber seu nome real (coloca aí nos comentários, Daiana!)

ADENDO: Aí que dia desses eu vi um post muito engraçado da Garance Doré , em que ela ironiza essa coisa da moda de rua, dando dicas para quem quer figurar nos blogs da vida –  e ela saca da coisa, afinal ela mesmo fotografa e namora The boss Scott Schuman, o maior nome da fotografia street style. Vale a pena a leitura (tá em inglês, nada que são google não resolva).

Nepotismo – Tarsilla Alvarindo

Foto: Luana Ribeiro

Desde o início do curso acho Tarsila Alvarindo uma menina muito estilosa. Menina, sim, porque 27 anos – com esse corpinho de 15 – é ainda fevereiro na vida. De mulher, Tarsila tem a elegância e a responsabilidade de ser empreendedora. Mas escolhi hoje para mostrar o visual dela porque além de resumir bastante seu estilo, tem muitas características interessantes. Uma delas é as texturas que alegram o look escuro.

Vamos começar do começo (sic): do pé. A sapatilha dourada funciona como ponto de cor, e uma cor sofisticada e incomum, ressalte-se. A sofisticação, ela esclarece, aliás, não necessariamente tem a ver com dinheiro. “Eu tenho várias peças baratas, não uso só grife. É só ter olho”, arregala os olhos, fazendo metáfora sem querer.

Foto: Luana Ribeiro

A saia, meio godê, de bolinhas e com um laço arrematando a frente dá o toque “menininha”, quebrado pelo tom sóbrio. O casaco de corações brancos traz uma das coisas que eu mais adoro na moda de rua que é a mistura de estampas. Amarrado como echarpe, fecha-se uma combinação elegante.

Nota-se que Tarsila tem informação de moda, mas ela reitera: “nem tudo que é tendência eu gosto e uso”. Sua maior inspiração é o seu espírito no dia, que pode estar mais para o despojado, étnico ou classudo. Às vezes, por trabalhar com assessoria de comunicação, volta e meia precisa estar mais arrumada. “Meu namorado diz que eu devia ter alguns terninhos e eu respondo: alô-ô, terninho não existe”, ri, sabendo que se vira muito bem sem o famigerado look executivo: “consigo ficar arrumada e manter o meu estilo”.