Nepotismo – Ket Power

Foto: Luana Ribeiro

Te vejo na Vogue, Ket  😉

Essa moça está sempre elegante. Mas quando chegou hoje para aula, com esse vestidinho clássico e essa bolsa engraçada, chique e simples, não tive dúvida: tinha que fotográfa-la.

Olha a parte de baixo!
Foto: Luana Ribeiro

Carol Andrade, ou Ket, é minha amiga e tem esse blog aqui ó: Cabe na Bolsa.

Ela saca muito de moda, como vocês poderão ver no blog e na foto aí em cima. E é um exemplo de que esse espírito “fashionista” já chegou em Salvador, que muitos alardeiam como provinciana. Isso se comprova na moda de rua, com as pessoas “na tendência” e na quantidade de marcas que se instalaram na cidade nos últimos 3 anos como Zara, Farm, entre outras.

No entanto – e essa é uma das inspirações desse blog – os soteropolitanos tem uma maneira muito própria de se apropriar da correntes da moda que circulam por aí, por vários motivos: o clima, a condição social e a própria história daqui, que determinou a facilidade de aderir ou não a algo novo. De certa forma, acho que as lan houses, um fenômeno aqui em Salvador, ajudaram a incluir Salvador nos ciclos da moda. Com moderação, claro – aos poucos as pessoas estão ousando mais, “se montando” mais. Vamos ver os rumos dos acontecimentos.

 Por hoje se encerra o momento mimimi, rsrsrs

 

Nepotismo – National Kid

Foto: Luana Ribeiro

Inaugurando a seção “Nepotismo”, com pessoas que são minhas conhecidas (colegas, amigos, parentes) com quem encontro por aí, Cydo Silva, colega de jornalismo na Facom-UFBA, que tem um critério curioso para definir sua roupa do dia. “Eu me guio pelas cores que eu gosto: verde, azul…”. Hoje ele escolheu azul, verde e o grande destaque da meia amarela (as cores da nossa bandeira!), numa mistura improvável e interessantíssima, colorindo peças mais tradicionais. “Às vezes eu acho que vai ficar bizarro, mas depois penso que eu tenho que me sentir bem”. Justamente o que o Sotero Street Style busca: autenticidade.

Teen look

Foto: Luana Ribeiro

“Como assim, Luana, duas meninas de uniforme em um blog de moda de rua?”

Justamente.

Quase todo mundo na adolescência ODEIA uniforme. Logo quando a gente quer descobrir quem é – e o mais importante, mostrar pra todo mundo – temos que ficar todos iguaizinhos e sem graça, com aquela roupa que não cai bem no admirável corpo novo que estamos ganhando!

Pois bem. Encontrei as primas Adrielle e Dandara Almeida, 14 e 15 anos respectivamente, na estação da Lapa, saindo da aula. Num rasgo de rebeldia, elas resolveram dar um jeitinho na farda e transformaram a camisa em baby look (ou melhor seria “teen look”?). Some-se a isso brincos e sutiãs flúor devidamente combinados, calças justíssimas e pronto! Era uma vez um uniforme.

Aliás, tenho visto que uma moda bombando na cidade no momento são as cores flúor, principalmente no sutiã, com uma blusa transparente por cima. Isso sim que está virando uniforme.

Olha o cabelo do black

Foto: Luana Ribeiro

“Várias pessoas já chamaram para ser modelo, ele que não aceitou”, entrega um amigo de Clebson Santos e eu vejo que não fui a única a reparar no visual do rapaz, passeando no Shopping Piedade.

A inspiração para se vestir? A resposta está na ponta da língua: Eddye, ex-integrante da banda de pagode Fantasmão e atual vocalista da Edcity, conhecido pelas letras “de protesto”, e pelas influências de hip hop no som e no visual. Vendo seu agasalho esportivo vermelho e o cabelo black (em gomos!) isso fica claro. O pagode é o nosso rap? Talvez.

A Edcity dá continuidade ao trabalho da Fantasmão, que despontou na cena de pagode como uma novidade, por aliar a batida do pagode com as letras que falam da situação do negro e do pobre nas periferias de Salvador, saindo do esquema “bumbum” já clássico. A influência do hip hop portanto se faz entender aí: na temática semelhante, na condição social predominante das bandas e do público. Não posso afirmar que já pode-se considerar um movimento consolidado, mas vem influenciando os colegas, a exemplo do Parangolé e sua “Favela”. De uma forma ou de outra, acabaria influenciando o modo de vestir dessa galera. Há também uma vertente “bling-bling” pagodeira, mas aí já fica para os próximos capítulos.

A propósito: Pra quem não sabe, bling-bling é o nome que se dá ao estilo dos rappers que ostentam jóias enormes, vide 50 cent, e faz menção justamente ao som da luz tocando-as.

Menção Honrosa

Dia de aniversário é dia de caprichar no visual, certo?

Esta senhorinha aqui elegeu a oncinha para comemorar o aniversário de Cachoeira (13 de março), que começou a ser colonizada em 1531, mas somente há 138 anos foi elevada à categoria de cidade. Quando a vi, ela estava na janela, brejeira, arrumando o lenço que, como depois observei, fazia uma combinação criativa com a estampa de onça da blusa.

É uma prova, aliás, de quanta vida se vê olhando as janelas de Cachoeira.

Foto: Luana Ribeiro

E por falar em estampas, vale reparar nas camisas dos sambistas de roda:

Foto: Luana Ribeiro

É uma cidade que sempre me surpreende, a cada vez que visito, em sua capacidade de manter as tradições (como o samba de roda, os casarões, a Irmandade da Boa Morte, os ladrilhos hidráulicos, a maniçoba) e ao mesmo tempo possuir uma vida artística intensa e moderninha. Vale a pena. E são só uns 120 km de Salvador.

De Salvador para o mundo!

Não é essa a pretensão do WordPress? “Olá mundo!”?

Pois bem. A intenção desse blog é registrar o estilo nas ruas de Salvador (e eventualmente de outras cidades), a partir de pessoas comuns. Como eu, como você.

%d blogueiros gostam disto: